Exposição: Prêmio Marcantonio Vilaça – FUNARTE/2009

PRÊMIO MARCANTONIO VILAÇA

Em 2009, o MARCO foi contemplado no Prêmio Marcantonio Vilaça/MINC/FUNARTE, projeto de aquisição de obras de arte que permitiu ao Museu complementar seu acervo, histórico, com obras de três importantes artistas: Ignês Corrêa da Costa, Jorapimo e Wega Nery.

Ignêz Maria Luiza Corrêa da Costa (1907- 1987) nasceu em Cuiabá/MT. Pintora filha do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Celestino, mudou-se com o pai para o Rio de Janeiro em 1924, acompanhando-o no seu último mandato ao Senado. Em 1933 expunha pela primeira vez no Salão Nacional de Belas Artes, recebendo prêmios e menções honrosas. Estudou com Cândido Portinari, na Universidade do Brasil, em meados dos anos trinta, com quem colaborou em obras como os murais azulejados e os painéis do auditório do Palácio Gustavo Capanema, no Rio, além da igreja da Pampulha em Belo Horizonte. Nessa ocasião, influenciada pelo mestre, sua obra adquire traços cubistas e expressionistas.

Jorapimo – José Ramão Pinto de Moraes (1937-2009) nasceu em Corumbá/MS. Em sua longa vida dedicada à pintura, conservou-se fiel aos princípios que lhe norteiam os caminhos artísticos. Um deles é a preservação da natureza, que aborda de diversas maneiras, de acordo com os ângulos analisados pelo espectador.
Jorapimo é um autêntico pioneiro das artes sul-mato-grossenses, foi dos primeiros a abrir um ateliê de pintura no Estado. Participou da Primeira Exposição dos Artistas Mato-grossenses, em 1964, e da criação da Associação Mato-grossense de Artes, em 1967.

Wega Nery (1916-2007) foi pintora, desenhista e gravadora, nascida em Corumbá/MS, estudou pintura e desenho na Escola de Belas Artes de São Paulo e, posteriormente, com Joaquim Rocha, Yoshica Takaoca e Samson Flexor. Integrou o Grupo Abstração e participou de importantes exposições, entre elas a Bienal de São Paulo. Segundo Aline Figueiredo, Wega abandona a figuração em sua pintura aderindo ao abstracionismo geométrico, chegando ao abstracionismo lírico e informal em 1962, designando suas pinturas de “paisagens imaginárias”.

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