Exposição: Subúrbio

SUBÚRBIO

Do latim suburbium, literalmente sub-cidade ou periferia (“tudo o que está ao redor”), o termo subúrbio é utilizado para designar áreas localizadas no entorno de um núcleo urbano. Numa leitura mais recente, com a aparição das “áreas metropolitanas”, compostas por diversas cidades, o termo passou a englobar as cidades circunscritas a um único núcleo metropolitano central.
Nascido no Rio de Janeiro, nos anos 80, Bruno Veiga começou a fotografar para dois dos principais diários nacionais, O Globo e o Jornal do Brasil. Nos anos 90 começa a trabalhar como freelancer, fundando, em 1995, sua própria agência, a Strana Agência Fotográfica, associando-se em 2005 ao Estúdio Galeria da Gávea. Em 2013, Bruno recebe o Prêmio Brasil de Fotografia.
SUBÚRBIO traz o olhar sutil e poético deste grande fotógrafo, que transforma, com extrema sensibilidade, imagens em fotografias que dialogam com o trivial do cotidiano da periferia carioca.
E engana-se quem pressupõe que a mostra é regional e que retrata algo peculiar e restrito ao Rio de Janeiro e a seu entorno. Muito pelo contrário. As imagens expostas poderiam ter sido captadas em subúrbios de qualquer outra cidade brasileira. Como cada um de nós traz um pouquinho de subúrbio na alma, ouso afirmar que todos que visitarem a exposição, venham de onde vierem se identificarão com muitas das imagens expostas e nelas encontrarão um pedacinho de si mesmo.
Nas palavras do Curador e Editor Leonel Kaz, sobre a série, “O subúrbio é um espírito. Mais: uma memória. Qualquer habitante o tem na memória. A cidade, na mente, é um fato subjetivo. Quando você identifica a padaria, as relações de vizinhança, você se transporta no tempo”.
Para Bruno, a estética suburbana traz uma saudade intrínseca e carrega uma hierarquia de valores anterior ao processo da globalização: é como se ela nos levasse a um passado que ainda faz parte do nosso presente.
Para Carlos Vergara, um dos mais importantes artistas plásticos do país, “A arte existe para exercitar a capacidade do homem de ser mais sensível”. Cada uma das fotografias expostas mostra a sensibilidade de Bruno, levada ao extremo ao captar imagens que nos provocam emoções que nos fazem mergulhar em sentimentos tão diversos: da alegria à água nos olhos.

CARLOS BERTÃO
CURADOR

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