2ª Temporada de Exposições 2015

Período: 23 de junho a 23 de agosto de 2015

Exposições:
Compensado, de Cássio Leitão
A Gravura Brasileira, Acervo do MARCO
Luiz Aquila, treze pinturas e nove desenhos. Never Ending Tour (Bobo Dylan)
Mário de Andrade: Etnólogo, Fotógrafo e Poeta

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realiza em sua unidade, O Marco-Museu de Arte Contemporânea, a 2ª Temporada de Exposições 2015, na próxima terça-feira (23/06/2015), às 19h30. A 2ª Temporada conta com quatro mostras: A Gravura Brasileira no Acervo do MARCO – gravuras, Compensado – acrílicas do artista plástico Cássio Leitão (SP), Treze pinturas e nove desenhos. Never Ending Tour (Bob Dylan) – do consagrado artista brasileiro Luiz Aquila (RJ) e Mário de Andrade: etnógrafo, fotógrafo, poeta – exposição contemplada pelo edital dos Correios 2015.

Por intermédio de sua coordenadora, a exposição, A Gravura Brasileira no Acervo do MARCO, traz ao público um recorte significativo do acervo do museu onde estarão reunidas impressões de consagrados artistas brasileiros nas técnicas de xilogravura, serigrafia, gravura em metal e litografia de: Evandro Carlos Jardim, Ferez Khoury, Louise Weiss, Maria Bonomi, Renina Katz e Ruben Mattuck. “O acervo do MARCO atualmente conta com aproximadamente 1600 obras e os recortes curatoriais oportunizam o estímulo à educação estética do visitante estreitando os laços entre as diversas manifestações da arte e suas linguagens” conforme Maysa Barros, coordenadora do MARCO. As gravuras foram doadas em 2001, pelo Instituto Itaú Cultural à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

A mostra, Compensado, 110 acrílicas do artista plástico paulistano Cássio Leitão, apresenta a partir de linhas e massas de cor, múltiplas pinturas que foram elaboradas pelo artista simultaneamente e submergidas por planos e transparências. Em um processo de construção e desconstrução, no conjunto do trabalho, é possível visualizar o equilíbrio entre o racional e abstração, onde pintura e suporte formam um complexo compensado. Para Monica Tinoco, que assina o texto da exposição de Cássio, as pinturas remetem às conferências do escritor Italo Calvino que, a partir de textos literários, analisa o anseio contemporâneo em conter a totalidade do conhecimento do mundo, uma tentativa de compreendê-lo na multiplicidade de seus códigos. “A série Compensado, parece conter a virtude da multiplicidade onde cada pintura, individualmente, possui um pensamento pictórico particular, próprio e interessante em que o artista não se atém ao fato, logo realiza outra pintura, já que um pensamento o levou a outro. Rapidamente ele tece uma teia de soluções pictóricas em composições de conotação e efeito variados; uma longa pintura composta de pinturas breves”, conforme Monica.

Never ending tour (Bob Dylan), traz ao público treze pinturas e nove desenhos do consagrado artista plástico brasileiro, Luiz Aquila (RJ) onde a pintura de grande formato nas obras do artista atingem tal dimensão tão importante quanto a cor, matéria, estrutura e organização do plano. Luiz Aquila busca a junção entre cor e desenho, usa tintas para deixar o rastro dos gestos superpostos em camadas e na busca das formas o que alimenta a sua produção. “A obra de Aquila é acima de tudo, fruto e celebração do ato de pintar, um processo que se instaura criando um universo próprio que propõe uma constante dialética entre organização e soltura, compreensão e tensão, fronteiras e invasões”, segundo o escritor Lauro Cavalcanti. A obra de Luiz Aquila está presente, entre outras, nas coleções do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu Nacional de Belas Artes, no Museu de Arte Contemporânea da USP/SP, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (coleção João Sattamini), no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, no Ministério das Relações Exteriores, na VARIG, na IBM, no BNDES, no Chase Manhattan Bank, no Banco Itaú e Itaú Cultural, no Museu da Solidariedade Salvador Allende (San Tiago do Chile), no Museu da Água de Lisboa (Portugal). Na abertura da exposição, o público poderá adquirir ainda o livro que reúne 50 anos de trabalho do artista.
Contemplada pelo edital dos Correios 2015, a exposição, Mário de Andrade: etnógrafo, fotógrafo, poeta; narra a paixão pelo Brasil através do olhar daquele que foi um dos maiores escritores do país, Mário de Andrade. A cultura e o povo brasileiro foram os grandes interesses do poeta que, em 1927, a fim de conhecer mais sobre essas duas paixões percorreu o Norte do País munido de sua câmera Kodak e caderno de nota e assim ficou conhecido como Turista Aprendiz. As fotografias trazidas do Norte revelam o homem, a paisagem, a arquitetura, os labores no campo com a cana, o café e o gado, populações ribeirinhas, o transporte de madeira e alimentos, aspectos da vida religiosa e as lidas femininas. Composições plásticas onde são fundidas informação, valor artístico e conhecimento, alinhavados pela ação do turista-etnógrafo à do fotógrafo-poeta; ou seja, fotografias que unificam registro documental ao fazer poético tão fundamental para o conhecimento de parte importante das práticas e do viver da Nação nos inícios do século XX. Mário Raul de Moraes Andrade (São Paulo, 1893 – São Paulo, 1945) foi poeta, romancista, etnógrafo, fotógrafo, crítico de arte e musicólogo. Um dos intelectuais de maior envergadura, fundador do modernismo no Brasil e principal responsável pela realização da Semana de 1922. Exerceu, por meio de seus escritos e pesquisas, grande influência nos estudos sobre a cultura popular e erudita brasileira. Trabalhou como professor de música e colunista de jornais, sendo conhecido, sobretudo, como romancista e poeta, principalmente por seu romance Macunaíma. Foi diretor-fundador do Departamento de Cultura do Município de São Paulo, criador da Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo e idealizador do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN.

A segunda temporada estará aberta à visitação de terça a sexta das 7h30 às 17h30. Sábado, domingo e feriado das 14h às 18h. Início: 23/06/2015. Término: 23/08/2015. A exposição, Mário de Andrade: etnógrafo, fotógrafo, poeta; ficará em cartaz até o dia 23/07/2015.

Para mais informações e agendamento com escolas para a realização de visitas mediadas com as arte educadoras do Programa Educativo, ligar no telefone (67) 3326-7449. O Museu de Arte Contemporânea fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. Visite o nosso site, a nossa página no facebook ou nos envie e-mail: http://www.marcovirtual.wordpress.com e http://www.facebook.com/marco.museu e marco@fcms.ms.gov.br

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