1ª Temporada de Exposições 2015

Período: 14 de abril a 16 de junho de 2015

Exposições
Colagens Musicais, André de Miranda
Comitiva Contemporânea, Buga
Terra, Sebastião Salgado
Sublimação, Wagner Thomaz

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realizou em sua unidade, O Marco-Museu de Arte Contemporânea, a 1ª Temporada de Exposições 2015, com quatro mostras: Colagens Musicais – xilogravuras e colagens do artista plástico André de Miranda (RJ), Comitiva Contemporânea – cerâmicas da artista plástica Buga (MS), Terra – fotografias de Sebastião Salgado (MG), e Sublimação – impressão sublimática sobre azulejo do artista plástico Wagner Thomaz (MS).

A mostra, Colagens Musicais, gravuras e colagens do artista carioca André de Miranda, apresenta os resultados de sua pesquisa e sua incessante busca pelo aprimoramento de sua linguagem, a xilogravura, utilizada durante seus quarenta anos de atividade profissional ininterrupta. O artista se utiliza de trechos recortados e colados de suas próprias xilogravuras que, com naturalidade, as aplica com papéis coloridos e partituras recriando provocantes sinfonias, verdadeiras composições visuais. “De maneira pertinente, a sobreposição a um só tempo ordenada e intuitiva de pedaços irregulares de xilogravura, papéis coloridos e partes de partituras resultam em sonoras imagens nas quais podemos ouvir, tendo como pano de fundo o intenso relacionamento entre as formas em busca de uma ordenação harmônica em contínuo movimento visual”, segundo Ricardo Pereira, professor mestre em Artes Visuais da universidade Federal do Rio de Janeiro.

Comitiva Contemporânea, mostra de esculturas em argila da artista plástica de Bonito, Buga, é uma homenagem em forma de exposição da artista à Comitiva Pantaneira pensando em seus tempos de infância no Pantanal do Nabileque. Utilizando-se de utensílios de uso doméstico como facas, agulhas de crochê, rolos, tábua de madeira e argila que ela mesma produz, ralando e derretendo tijolos não queimados, BUGA nos transporta às estradas e campos sul-mato-grossenses nos fazendo cruzar com o trabalho árduo do Comissário, do Ponteiro, dos Rebatedores ou dos Peões de Culatra, fazendo com que Arte Contemporânea e tradições coexistam.

Terra é o título do livro publicado por Sebastião Salgado em 1997 pela Companhia das Letras com textos de José Saramago e canções de Chico Buarque que reúne 109 fotografias em preto e branco tiradas entre 1980 e 1996 em que o fotógrafo retrata a condição de vida de trabalhadores rurais, sem terra, mendigos, grupos socialmente excluídos e marginalizados no Brasil; conferindo-lhe em 1998, o Prêmio Jabuti de literatura por melhor reportagem. As fotografias de Sebastião Salgado em cartaz nesta primeira temporada narram em fotografias, entre outros conflitos, o massacre de Eldorado dos Carajás (Pará, 1996) em que 155 soldados da polícia militarizada abriram fogo contra uma manifestação de camponeses em protesto aos graves problemas dos trabalhadores do campo e ao atraso legal de expropriação de terras. As fotografias fazem parte do acervo da ADUFMS (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em comodato com o MARCO.

Sublimação, impressão sublimática sobre azulejo do artista plástico Wagner Thomaz, resgata fragmentos de uma memória urbana em ruínas. A mostra permite vislumbrar quanto Campo Grande se modificou ao longo de seus 115 anos por variadas intervenções arquitetônicas. “As poucas edificações ecléticas que ainda existem vêm dando lugar a novas paisagens, transformações impostas pela especulação imobiliária à fisionomia da cidade, que se consome em nome do progresso em um movimento contínuo de destruição e construção”, segundo Wagner. Em sua poética, o artista tem na ruína ferramenta tanto para revelar sua escolha pela técnica quanto o caráter efêmero da vida e a relação estabelecida entre o tempo, a memória e a cidade. Os azulejos, suporte para os trabalhos, remetem à história da arquitetura e de um passado; sublimação, técnica de impressão que tende a desaparecer com o tempo. Tempo, memória e história combinados com universo sensível de criação do artista.

A primeira temporada estará aberta à visitação de terça a sexta das 12h às 18h. Sábado, domingo e feriado das 14h às 18h. Início: 14/04/2015. Término: 16/06/2015. Para mais informações e agendamento com escolas para a realização de visitas mediadas com as arte educadoras do Programa Educativo, ligar no telefone (67) 3326-7449. O Museu de Arte Contemporânea fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. Email: marco@fcms.ms.gov.br.

convite_1ªTemporada_2015_versão15.0

 

 

 

 

Anúncios