Exposição: Lastlândia

3ª Temporada de Exposições 2014
12 de agosto à 12 de outubro de 2014
Exposição: Lastlândia
Artista: Laerte Ramos

Lastlândia

“Ka-ta-pumba” era o nome da primeira exposição apresentada no MARCO em agosto de 2012 pelo artista Laerte Ramos. Dois anos se passaram e o projeto que teve início especificamente neste espaço cresceu e hoje ocupa uma das salas do Museu. As esculturas ganharam novas formas, novos soldados e armamentos formando ao todo um conjunto de 108 esculturas nesta divisão de balhatão.
A instalação de nome “Lastlândia” foi premiada pelo Edital de Artes Plásticas Marcantônio Vilaça 7˚ edição da Funarte/MINC, e como prêmio, além da mostra, o artista Laerte Ramos doa todo o conjunto instalativo para o acervo permanente do MARCO.
Lastlândia é uma instalação de cerâmica apresentada pelo artista plástico paulista Laerte Ramos. As esculturas são espalhadas no horizonte rebaixado do chão do espaço expositivo a fim de trazer uma percepção de uma vista aérea da composição que as esculturas apresentam ao espectador. As esculturas foram baseadas nos soldados de plástico e temas militares que são vendidos em saquinhos sortidos em “lojas de 1,99”. Estes saquinhos de brinquedos oferecem uma variedade de acessórios extras como barricadas, sacos de areia, galões de gasolina, cones, caixas, baús, assim como os próprios soldados em posições diversas, carros, jipes, tanques, aviões e botes. O curioso destes brinquedos é que cada objeto tem uma relação de escala independente, além de colorações próximas umas das outras oriundas das massas de plástico distintas que foram usadas e misturadas em cada pacotinho posteriormente. Last & Lândia, seria o último encontro possível entre uma temática bélica misturada com um lugar lúdico onde crianças brincam deitadas no chão de pequenas batalhas brancas sem projéteis reais, pólvora, fumaça e explosões. Tchi-bumm, Ka-ta-pumba e Fsssssss-kapow são os únicos sons balbuciados pelos lábios de quem brinca com fogo que não existe, com explosões fantasmas e com soldados imaginários que mesmo em guerra, encontra seus inimigos e suas armas dentro do mesmo saco, o de 1,99. A exposição é rasteira, ocupando o chão de uma maneira espalhada e organizada, a fim de se perceber um acampamento armado com tendas e soldados em alerta, prontos para combate. As esculturas de cerâmica apresentam-se por sobre uma fina camada de areia, demarcando um território de transição movediço, grão por grão, que unidos, sustentam o peso de um lado da batalha. As esculturas são de cerâmica, material frágil escolhido pelo artista devido a sua plasticidade e inúmeras possibilidades de se conseguir efeitos que se assemelham ora ao próprio plástico dos brinquedos que deram origem as formas finais, ora ao vidro, o couro, a lona, o metal, o que muito satisfaz o artista em suas pesquisas e projetos que visa estudar e utilizar a argila e a cerâmica como a verdadeira massa de estudo em suas pesquisas. Esta massa, que conta a cada aperto e a cada manuseio um conto, e fica a espera de espectadores para perceberem suas superfícies e entenderem as suas estórias e suas batalhas.

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