2ª Temporada de Exposições 2014

Período: 10 de junho à 03 de agosto de 2014

Exposições
Cultura x Natura, de Cássio Leitão
Estruturas Imaginárias, Coletiva de São Paulo
La Patria puede contar Conmigo, de Daniella Origuela
Mais para o Centro, Mostra coletiva de artistas do Centro-Oeste

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realizou em sua unidade, o Marco – Museu de Arte Contemporânea, a abertura da 2ª Temporada de Exposições 2014, no dia 10 de junho, às 19h30.

A 2ª Temporada conta com quatro mostras: CulturaxNatura – acrílica sobre tela de Cássio Leitão Camarero (SP), La patria puede contar conmigo – fotografias da artista Daniella Avelaneda Origuela (SP), Estruturas Imaginárias – coletiva de 14 artistas de São Paulo e Mais para o centro – acervo do MARCO e coleção particular.

A mostra, CulturaXNatura, acrílica sobre tela do artista paulistano Cássio Leitão Camarero, discute a linguagem da pintura de abstração a partir de fotografias de catástrofes naturais para a composição da mostra, com ângulos fechados, que fazem com que o observador percorra a superfície de suas telas. “A cultura humana, cada vez mais tecnológica, se distanciou do natural e, em seu universo predominantemente urbano e protegido, parece ter se esquecido dos espaços abertos e da exposição às intempéries nos horizontes naturais”, segundo Cassio.

A exposição, La pátria puede contar conmigo, fotografias em preto e branco da artista paulistana Daniella Avelaneda Origuela (SP), narra a adualidade lúdica e documental dos meninos-boxeadores da escola de boxe, Rafael Trejo em Cuba, quando por lá esteve à artista em 2011. Por meio da fotografia dos pequenos boxeadores, Daniella expõe a condição social do país e mostra os escassos recursos materiais em oposição à garra e perseverança com que “lutam” diariamente os jovens garotos.

A partir do pensamento do filósofo francês, Michel Foucault, no texto, De Outros Espaços (1967), “que tem como o reflexo do espelho uma evidência concreta para uma existência paralela entre o mundo material e o plano metafísico e que, somente por meio de seu reconhecimento é possível assimilar a realidade como um todo, já que sua significância parte deste lugar”, segundo o artista Fernando Quitério (integrante da coletiva) sobre o filósofo francês, é que, a coletiva, Estruturas Imaginárias, composta pelos artistas que vivem e trabalham em São Paulo: Alessandra Duarte, Beatriz Chachamovits, Carolina Teivelis Meirelles, Clara Benfatti, Fernando Mira, Fernando Quitério, Flavia Mielnik, Guilherme Conde Neumann, Inês Moura, Renata Cruz, Sara Mello, Talita Zaragoza, Thiago Navas e Yasmin Salim Flores é pensada. “O ato de desenhar tem em seu cerne a mesma dualidade que o espelho: parte de uma idéia mas se debruça sobre a matéria, e o produto final que observamos é como o reflexo, uma espécie de sombra do que o gerou, vestígio do momento específico em que foi concebido”, diz Fernando. Os artistas utilizam as mais variadas técnicas e materiais como nanquim, óleo sobre tela, aquarela, caneta esferográfica, colagens, guache para compor as Estruturas Imaginárias. “O Título da exposição serve como símbolo para o limite entre estes dois mundos paralelos e simbióticos, uma investigação em relação ao que habita e do que são constituídas as pontes entre a realidade e a metafísica. Estruturas imaginárias são continentes onde pensamento e ação se fundem em uma só manifestação, ponto comum na pesquisa de cada um destes 14 artistas que investigam, cada qual a sua maneira, o que habita os limites entre o real e o fantástico, o figurativo e o abstrato” finaliza, Fernando no texto expográfico da mostra.

A mostra, Mais para o centro, reúne obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea de MS (MARCO) e de colecionadores particulares, em Campo Grande, investigando a autonomia das investigações estéticas de artistas sem categorizá-los pela realidade ou pela geografia cultural que os envolvem. “Apresenta alguns dos artistas que estão ou já produziram nos Estados do Centro-Oeste brasileiro, sem a pretensão de se querer representar uma visualidade característica que defina essa região, visto que, apesar de uma proximidade geográfica, cada lugar possui e produz elementos de cultura bem peculiares” segundo Rafael Maldonado curador da mostra. A exposição revela o amplo campo expressivo dos artistas que trabalham em locais que ainda não foram plenamente inseridos no roteiro do sistema da arte no país. Fazem parte da mostra obras significativas produzidas por Ana Ruas, Beto Lima, Camila Soato, Carlos Nunes, Dalton Oliveira de Paula, Divino Sobral, Edson Castro, Evandro Prado, Genésio Fernandes, Gervane de Paula, Helder Rocha, Jorapimo, Humberto Espíndola, Lú Sant’Anna, Marcelo Solá, Mercedes Barros, Ovini Rosmarinus, Priscilla Paula Pessoa, Paulo Rigotti, Rafael Maldonado, Vânia Pereira, Virgílio Neto, Zilá Soares, entre tantos outros.

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